O seminário “Arte, Agricultura e Biodiversidade” teve lugar nos dias 2 e 3 de dezembro de 2024, em Aix-en-Provence (França).
Este seminário reuniu artistas, estudantes, docentes e responsáveis por iniciativas que exploram as intersecções entre arte, agricultura e dinâmicas rural-urbano.
Painel 1 – “Renovar a biodiversidade do solo”
Jean-Christophe Robert, da associação francesa Filière Paysanne, abordou a importância de nutrir o solo, enquanto Audrey Devedeux, da iniciativa Forêver Urban Forest, apresentou as microflorestas Miyawaki como forma de envolver populações urbanas na aprendizagem sobre ecossistemas.
Painel 2 – “Transformar narrativas sobre a terra e os seres vivos em meio rural”
Frédéric Frédout (Escola de Belas-Artes de Marselha) reflectiu sobre a forma como a ruralidade está a moldar uma nova abordagem ao ensino nas escolas de arte, enquanto Nina Ferrer-Gleize (GwinZegal Editions) destacou como a agricultura se tornou um tema central em publicações recentes.
Painel 3 – “Colocar o pastoralismo e a biodiversidade em diálogo”
Patrick Fabre (Maison de la Transhumance) centrou-se nas relações entre humanos, animais e território no coração da transumância, sublinhando a sua importância para a salvaguarda e promoção desta prática milenar. Através de entrevistas a Célia Picard e Hannes Schreckensberger, Charles Garcin (CAIRN) deu a conhecer as perspectivas destes artistas após o seu envolvimento com pastores durante a residência PES_CE Humus.
Painel 4 – “Partilhar saberes e práticas artísticas em meio rural”
Stéphanie Sagot (Nouveau Ministère de l’Agriculture) apresentou a sua visão para uma mudança transformadora na produção alimentar a partir de uma postura artística crítica das políticas agrícolas. Sandra Brau e Gilles Meuriot (Pays d’Aix en Transition, Semeurs de Biodiversité, Zorro Déchet) sublinharam a necessidade de considerar todos os seres vivos e apresentaram a sua experiência de floresta-jardim nutritiva. Erik Samakh partilhou a residência Pedras numa aldeia remota em Portugal e o seu envolvimento com a comunidade local. Baptiste Lanaspèze (Wild Project Editions) abordou a forma como o pensamento ecológico se tornou um tema central na edição contemporânea.
As contribuições deste seminário encontram-se publicadas na revista Cahiers Mésozoaires (n.º 2, Janeiro de 2026), editada pela ESAAIX e pelo Locus Sonus / Locus Vitae Research Laboratory.
